“Uma vez, Sakka, o senhor dos devas, enquanto liderava os devas do Trinta e Três, recitou este verso: “Aquele que como eu queira ser deveria observar o sabá completo em oito fatores, no décimo quarto e décimo quinto dias, e no oitavo dia da quinzena, assim como nas ocasiões especiais quinzenais.” Mas aquele verso foi mal recitado por Sakka, o rei dos devas, não bem recitado; mal enunciado, não bem enunciado. Por qual razão? Pois Sakka, senhor dos deuses, não se libertou do renascimento, da velhice e da morte, da tristeza, da lamentação, da dor, da angústia e do desespero. Ele não se libertou do sofrimento, eu digo. Mas com relação a um contemplativo que se aperfeiçoou — tendo dado fim às impurezas, completado a jornada espiritual, feito aquilo que deveria ser feito, alcançado o seu próprio verdadeiro objetivo, extirpado totalmente os grilhões que o amarravam ao renascimento, e libertado corretamente a si mesmo através do despertar — é correto dizer: “Aquele que como eu queira ser deveria observar o sabá completo em oito fatores, no décimo quarto e décimo quinto dias, e no oitavo dia da quinzena, assim como nas ocasiões especiais quinzenais.” Por qual razão? Pois Sakka, senhor dos deuses, não se libertou do renascimento, da velhice e da morte, da tristeza, da lamentação, da dor, da angústia e do desespero. Ele não se libertou do sofrimento, eu digo.”