Então, Saṅgārava o brâmane foi até o Buda, e trocou cumprimentos com ele. Quando a conversa amigável e cortês havia terminado, ele sentou a um lado e disse para o Buda: “Mestre Gotama, nós que somos chamados brâmanes fazemos sacrifícios e encorajamos os outros a fazerem sacrifícios. Agora, Mestre Gotama, tanto aquele que faz sacrifícios como aquele que encoraja os outros a fazerem sacrifícios estão realizando o bem para o benefício de muitos por causa daquele sacrifício. Mas Mestre Gotama, quando alguém deixa a vida em família pela vida santa, eles domam, acalmam e extinguem a si mesmos. Sendo assim, eles fazem o bem apenas para o benefício de si por conta daquela escolha.” “Pois bem brâmane, eu lhe farei uma contra pergunta. Responda como quiser. O que você pensa, brâmane? Um Tathāgata surge no mundo, aperfeiçoado, um Buda perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime. Ele diz: 'Venha, este é o caminho, esta é a prática. Praticando desta forma, eu alcancei o ápice da vida espiritual com meu próprio discernimento, e assim eu declaro. Por favor, todos vocês, pratiquem assim e vocês também alcançarão o ápice da vida espiritual, e viverão tendo verificado isto com seu próprio discernimento.” Então o mestre ensina o Dhamma, e muitos praticam de acordo, centenas e milhares, e centenas de milhares.