Com a sua mente dessa forma concentrada — purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade — ele a dirige para o conhecimento do fim das impurezas mentais. Ele compreende como na verdade é que: ‘Isto é sofrimento’ … ‘Esta é a origem do sofrimento’ … ‘Esta é a cessação do sofrimento’ … ‘Este é o caminho que conduz à cessação do sofrimento’. Ele compreende como na verdade é que: ‘essas são impurezas mentais’; … ‘esta é a origem das impurezas’; … ‘esta é a cessação das impurezas’; … ‘este é o caminho que conduz à cessação das impurezas'. Ao conhecer e ver, a mente do bhikkhu está livre da impureza do desejo sensual, da impureza de ser/existir, da impureza da ignorância. Com a libertação, surge o conhecimento, ‘Libertado.’ O bhikkhu compreende que ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que devia ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.’ Esse é o terceiro conhecimento verdadeiro alcançado. A ignorância foi extirpada e surgiu o verdadeiro conhecimento, a escuridão foi extinta e surgiu a luz, como ocorre com aquele que permanece diligente, ardente e decidido. Para alguém cuja conduta ética não vacila, alerta, praticando a absorção; sendo mestre da própria mente, unificado, sereno. Um sábio assim dissipa a escuridão, mestre dos três conhecimentos, ele destrói a morte. Para o bem de devas e humanos, ele abandonou tudo, assim se diz. Realizado nos três conhecimentos verdadeiros, vivendo livre da confusão, portando o último corpo, eles reverenciam Gotama, o desperto. Aquele que conhece vidas passadas, e vê o paraíso e os estados de privação, tendo alcançado o fim do renascimento, tal sábio tem entendimento perfeito. É por causa destes três conhecimentos que um brâmane é tido como mestre de três conhecimentos. Assim é aquele que eu chamo de mestre dos três conhecimentos verdadeiros, e não aquele outro, um recitador da boca pra fora.